A HISTÓRIA DOS JOGOS:
Em uma época não muito distante os arcades, grandes máquinas de jogos presentes principalmente em Shoppings, estava prestes a sofrer uma grande revolução. Fazendo uma volta ao passado, mais especificamente em 1991, quando o jogo da produtora Capcom Final Fight era super popular, e tinha seus concorrentes como Sengoku e Tartarugas Ninjas 2 para as plataformas da época como Super NES e Sega Genesis. Alguns desses jogos trazem grandes memórias, se não comparados com os arcades, para muitas pessoas que os veêm como clássicos. Mas eles não estavam sozinhos. Dúzias dos "walk-and-punch" (ou ande-e-lute) como Combatribes, D.J. Boy, Crime Fighters, Violence Fight e Alien Storm infestavam os arcades da época. Eles faziam parte de uma era em que muitas pessoas gostavam dos jogos com dois botões e joystick.

A semente havia sido plantada na verdade seis ou sete anos antes, mas a industria de arcades tinha uma má notícia. A Sega estava trabalhando em jogos de simulação 3D desde 1985 e em 1991 a companhia lançava o simulador de combate G-LOC e mais tarde o jogo de corrida Virtua Racing em 1992. A Capcom, por sua vez, em 1984 estudava os jogos Karate Champ e Yie Ar Kung Fu da Konami e lançava sua aposta no estilo de luta um-a-um, Street Fighter já em 1987. Como seus concorrentes a Capcom havia descoberto uma mina de ouro, pois todos queriam jogar jogos como esses nesta época. Acusado de ser um clone do jogo Street Smart da SNK por possuir movimentos parecidos e dois jogadores lutando ao mesmo tempo, a produtora sentiu que Street Fighter poderia ser o carro chefe dos "walk-and-punch".
Mas nessa metade de década de 80, a tecnologia privava muitas qualidades possíveis dos jogos de luta um-a-um. Sem um programa suficientemente grande para absorver tantos movimentos do joystick e memória RAM necessária para o cenário e jogadores de uma só vez. Muitos programadores tentaram melhorá-lo, mas os resultados eram mediocres. Animações lentas, personagens estáticos na tela e poucos movimentos permitidos do joystick, faziam com que alguns golpes fossem impedidos de serem defendidos pelo oponente, desagradando os jogadores. Em março de 1991, quando nascia Street Fighter II, os problemas foram resolvidos pela companhia R&D Staff. Muitos programadores da época ficaram sem emprego. Utilizando toda a capacidade da placa CPS da Capcom, com grandes personagens e cenários coloridos como de Final Fight, Yoshiki Okamoto desenvolveu um sistema no joystick que revolucionaria a época. Diferente do antigo Street Fighter, o novo mecanismo era rápido, preciso e poderia se fazer grandes combinações de golpes, segurando o direcional por dois segundos e apertando um botão, por exemplo, ou rolando o direcional como uma meia-lua e novamente o botão, estavam criados os super-movimentos com respostas rápidas.
A técnica testada anteriormente em Street Fighter não era precisa o suficiente.

Mas agora funcionava. E com animações agitadas, porém elaboradas e "macias" - mais macias que qualquer um daquele tempo. Armada com alguns dos melhores artistas no assunto, o time de Street Fighter II trouxe personagens e 12 cenários inacreditáveis para popularizar o jogo. Mas o mais crucial foi a decisão de se escolher entre 8 personagens - cada um com visual e movimentos próprios - e enfrentar 8 oponentes tanto do computador como de seres humanos.

Isso era o que precisava a industria do arcade, pois foi desse cenário dos sonhos criado pela Capcom que o game arrastou verdadeiras multidões para jogá-lo. Os arcades ainda aconteciam ! Street Fighter II chegou e explodia em popularidade, causando enormes filas nas casas de jogos frente aos arcades com o jogo. Alguns prefiriam os mestres no karate Shotokan Ryu e Ken, outros debulhar com os movimentos do lutador Zangief, tentar fazer o "Facão" Flash Kick de Guile e o super ataque 100-hand slap de Honda. As máquinas de SFII estavam completamente lotadas, sendo colocado tempo limite para os jogadores em alguns lugares. Muitas máquinas arcades fabricadas, assim como muitos clones do jogo - Fatal Fury em 1991 e Mortal Kombat em 1992, World Heroes e Art of Fighting um pouco menos, com a SNK simplificando os movimentos de Street Smart para Fatal Fury e a Midway usando imagens digitalizadas como em Terminator 2.
A Capcom foi menosprezada, assim como seus arcades. SF2 se tornava o jogo mais popular da história e as revistas especializadas o descreviam como o melhor jogo já feito, apesar de seguir uma linha machista e adolescente, com jogadores velhos e pré-adolescentes também. Não era uma Invasão Espacial nem um Pac-man que qualquer um poderia jogar; SF2 só se aprendia com a prática, formou alguns "mestres" que desafiavam outros "mestres". Capitalizava milhares de imagens e páginas de revistas especializadas, assim como seus cartuchos, quadrinhos, filmes, CD's, cartões e milhares de outros produtos. Tudo sendo vendido e o jogo trazia milhões de lucros para a Capcom, com todo tipo de publicidade, imitações e depressionismo que só o sucesso poderia ter trazido.

Street Fighter II na verdade não criou um novo gênero de jogos, mas super-popularizou um conceito dos originais como Karate Champ e Yie Ar Kung Fu, sendo que SF sozinho reergueu a industria de arcades e consoles domésticos. A importância de Street Fighter II para os jogos eletrônicos não pode ser medida. Quando muitos anos haviam se passado e os arcades lotados de seus clones, qualquer um apostaria que a Capcom apareceria arrebentando tudo denovo com a industria dos video-games, lançando Street Fighter III com um visual gráfico único, muito melhor que seu antecessor. Com os gráficos tri-dimensionais emergindo nos arcades, a Capcom resolveu não utilizá-los na sequência do jogo. Não era possível adaptá-los aos jogos de luta, assim como o fizera a Sega e a Namco com jogos de corrida e de voôs recentemente naquela época. Cada produto relacionado com Street Fighter II foi tendo sua credibilidade diminuída. Depois do sucesso de SF2: Champion Edition, o re-balanceamento de SF2 com novas cores e 12 personagens selecionáveis, a Capcom apostava em SF2: Turbo Hyper Fighting, que foi uma resposta as máquinas piratas lançadas do jogo com novas velocidades de luta e uma fireball para Chun Li, tornando uma das lutadoras favoritas dos jogadores mais forte e depois na nova versão da placa CPS2 com o jogo Super Street Fighter II que retomou o mercado perdido, com 4 novos personagens, novos cenários e o uso do Q-Sound nos jogos.
Depois o lançamento de Super Street Fighter II Turbo, com novas opções de jogo como alteração na velocidade e um personagem secreto. Mas os fãs se cansaram de relançamentos a cada seis meses e pediam pelo novo fenômeno Street Fighter 3.

A Capcom esquivou-se. Foi lançado Street Fighter Zero (ou Alpha), game originalmente programado para ser uma intercalação entre os Street Fighter 1 e 2, assim como sua continuação, Street Fighter Zero 2 e sua versão conjunta lançada apenas no Japão, Street Fighter Zero 2 Alpha. Os fãs da Capcom começaram a migrar para jogos como Virtua Fighter 2 e Mortal Kombat 2. Alguns simplesmente se enjoaram do gênero. E ainda tinha o fracassado filme de Street Fighter, acompanhado dos horríveis jogos Street Fighter: The Movie, que minaram o otimismo e a esperança dos fãs de produtos Capcom. Fora o enorme estoque parado das versões de SF2 e SSF2, sem perspesctiva de venda. Street Fighter 3 era finalmente anunciado, com uma nova dimensão para os gráficos 2D com a nova placa CPS3, assim como o novo título Street Fighter EX, primeiro jogo da série em 3D compatível para o console da moda na época, o Playstation. Street Fighter EX não emplacou, tendo gráficos inferiores a seus rivais de mesmo estilo. Foi o segundo grande fracasso da Capcom com a série, assim como havia sido com SF: The Movie quando a companhia se perdia com seus jogadores consumidores em mais um Street Fighter EX Plus.

Mas Street Fighter III chegou, com a nova tecnologia da placa CPS3, que era conhecida como Red Earth. Dois personagens mantidos (Ryu e Ken), 9 novos lutadores incorporados no título "SF3: A New Generation of SF" e muitas diferenças entre SF2 e o visual de SF3. A excelente conversão de SF Ex para Playstation, deu novo animo para os produtores investirem mais nos arcades. Também houve Street Fighter Collection para Saturn e Playstation, com os antigos jogos da série SF2, além de SF Alpha Gold para a Ásia, nova versão de Zero 2 Alpha. Mais uma continuação de SF3, Second Impact foi lançada, totalizando alguns poucos novos fãs, não conseguindo um grande sucesso. Deformando propositalmente os persongagens em Pocket Fighter também parecia não agradar. Fãs amavam ou odiavam os jogos, sendo cada jogador uma incóguinita para a empresa. Nos arcades a aposta era com séries como Marvel vs. Capcom e suas atualizações além de novas versões dos jogos 3D. Os novos gráficos em 3D agradaram e conquistaram mais fãs, mas era essencial que uma nova legião de fãs fosse conquistada. Veteranos como Vega e Blanka foram ressucitados para a série. E também a última versão de Street Fighter III, Third Strike perpetuaram a série, mas não foi o suficiente para atingir o sucesso de Street Fighter II. Mesmo com o retorno da "mulher mais forte do mundo" Chun Li, Third Strike não era revolucionário e parecia um contra-tempo das séries 3D e Versus.
Outra grande aposta veio com Street Fighter Alpha 3. Apesar do visual da antiga placa CPS2, a quantidade de personagens selecionáveis trouxe os fãs de volta aos arcades. O Playstation recebia ainda mais personagens de SFII e SuperSFII, tornando a série Alpha mais um grande Hit. No ano 2000, a realização do sonho de todo fã de jogos de luta: Capcom e SNK juntas para mais uma série Versus. SNK vs. Capcom: Millennium Match 2000 foi um grande sucesso, apesar de especialistas acharem que o jogo poderia ter sido muito melhor trabalhado. Apesar das falhas, SNK vs. Capcom trouxe bons frutos para ambas.

Recentemente, a Capcom anunciou o tão aguardado Street Fighter IV e, como bônus, Super Street Fighter II Turbo HD, com o velho clássico totalmente remodelado. Mas a versão que realmente interessa, traz outro grande abalo: totalmente em 3D. Muita relutância dos mais tradicionalistas no início, mas de boa aceitação pela maioria, faz grande sucesso no Japão com os arcades e chega em versões para a nova geração de consoles, Playstation 3 e Xbox 360, com a possibilidade tão aguardade de se jogar online. A saga continua com nova roupagem, mas ainda com incertezas. De qualquer jeito, é difícil imaginar a história dos videogames sem Street Fighter. Agora é só uma grande lição de história.
Todos os jogos já lançados com a série em destaque:
• Street Fighter
• Street Fighter II: The World Warrior
• Street Fighter II: Champion Edition
• Street Fighter II Turbo: Hyper Fighting
• Super Street Fighter II: The New Challengers
• Super Street Fighter II Turbo
• Street Fighter The Movie (Arcade Game)
• Street Fighter The Movie (Home Game)
• Street Fighter Alpha
• Street Fighter Alpha 2
• Street Fighter Alpha 2 Gold
• Street Fighter III: A New Generation
• Street Fighter EX
• Street Fighter EX Plus
• Street Fighter EX Plus Alpha
• Street Fighter III: Second Impact
• Street Fighter EX2
• Street Fighter III: Third Strike
• Street Fighter Alpha 3
• Street Fighter EX2 Plus
• Street Fighter EX3
• Super Street Fighter II Turbo HD
• Street Fighter IV
• Super Street Fighter IV
Todos os Personagens dos Jogos Street Fighter:*
• Abel
• Adon
• Akuma (Gouki)
• Alex
• Allen Snider
• Area
• Arkane
• Balrog (M. Bison)
• Birdie
• Blade
• Blair Dame
• Blanka
• Cammy
• Captain Sawada
• Charlie (Nash)
• Chun Li
• Cody
• Cracker Jack
• Crimson Viper
• Cycloid Beta
• Cycloid Gamma
• Dan
• Darun Mister
• Dee Jay
• Dhalsim
• Doctrine Dark
• Dudley
• E. Honda
• Eagle
• El Fuerte
• Elena
• F7
• Fei Long
• Garuda
• Geki
• Gen
• Gill
• Gouken
• Goutsetsu
• Guile
• Guy
• Hayate
• Hokuto
• Hugo
• Ibuki
• Joe
• Juli
• Juni
• Juri
• Kairi
• Karin Kozuki
• Ken
• Khyber
• Lee
• M. Bison (Vega)
• Makoto
• Mike
• Nanase
• Necro
• Oro
• Pullum Purna
• Q
• Rainbow Mika
• Remy
• Retsu
• Rolento
• Rose
• Rufus
• Ryu
• Sagat
• Sakura
• Sean
• Shadow Geist
• Sharon
• Skullomania
• Sodom (Katana nos EUA)
• T. Hawk
• Twelve
• Urien
• Vega (Balrog)
• Vulcano Rosso
• Yun
• Yang
• Zangief
* Entre parentêses, os nomes japoneses do respectivo personagem.
Para saber tudo sobre os jogos, acesse
www.streetfighter.com.br